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Quércia diz que PMDB-SP está no rumo certo para as eleições de 2010

Orestes Quércia, presidente estadual do PMDB-SP, concedeu entrevista à Rádio Jovem Pan na manhã desta quinta-feira (10/6) em que confirmou seu apoio para a coligação da chapa composta pelo PMDB, PSDB, DEM, PPS e PHS em São Paulo. A homologação da chapa deverá ser realizada neste domingo (13/6) durante a Convenção Estadual do partido na Assembleia Legislativa do Estado. “São Paulo está no rumo certo. Vamos apoiar José Serra para presidente e Geraldo Alckmin para governador nas eleições deste ano. O PMDB-SP está unido em torno desse objetivo”, afirmou Quércia, que também é pré-candidato do partido ao Senado.

Oposição do PMDB vai insistir em reverter quadro pró-PT

AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – Com a recondução do deputado Michel Temer (SP) à presidência do PMDB e o consequente fortalecimento da tese a favor da aliança com o PT na eleição presidencial, a ala peemedebista que faz oposição ao governo federal começa a articular a reversão do quadro – hoje favorável à coligação com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Há oposicionistas favoráveis à candidatura própria e outros que defendem coligação com o PSDB.

A política de alianças tem ainda de ser referendada na convenção nacional do PMDB em junho, e é com esse tempo que os oposicionistas pretendem jogar. “A eventual disputa será na convenção. Ainda é possível mudanças”, disse o ex-governador Orestes Quércia, que articula reunião com os governadores Roberto Requião (PR) e Luiz Henrique (SC) e os senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE).

“Como dizia o Tancredo Neves, voto secreto dá uma vontade de trair”, disse Simon, ao comentar que a tese de candidatura própria pode ser beneficiada com votos de governistas. “Até a convenção, Requião continua pré-candidato a presidente.” Na avaliação de setores do PMDB, diretórios da Bahia e de Minas Gerais podem ainda virar o jogo e se alinhar aos que defendem a candidatura de José Serra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Liminar suspende convenção do PMDB; grupo governista leva revés

REUTERS

BRASÍLIA – O Tribunal de Justiça do Distrito Federal concedeu liminar suspendendo a convenção nacional do PMDB, marcada para este sábado, que escolheria a nova direção do partido, informou a assessoria de imprensa do PMDB nesta sexta-feira.

O advogado de Michel Temer, presidente da Câmara, já prepara um recurso para manter a data. Ele foi o fiador da antecipação do evento, mesmo sob protestos de alguns diretórios estaduais que reivindicavam sua realização em 6 de março.

A disputa ocorre não por uma mera discordância de calendário, mas sobre a divergência entre dois projetos políticos.

Esse grupo que moveu a ação judicial –diretórios de São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Paraná– não concordam com a proposta de aliança nacional da legenda com a pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff.

O outro grupo, a maioria da legenda, patrocina o pacto eleitoral que daria ao partido –talvez na figura do próprio Michel Temer– a vaga de vice na chapa.

Tradicionalmente, as convenções da sigla são cercadas de polêmicas. No passado, eram protagonizadas por brigas que chegavam às vias de fato.

A suspensão do evento tem cunho bastante simbólico: mostra que o projeto nacional, qualquer que seja ele, está longe de ser um assunto pacificada.

Temer e seus principais interlocutores decidiram antecipar a data para estabelecer logo o comando partidário, o mesmo que apitará na convenção de junho, quando a proposta de aliança com o governo irá a voto.

Oposição do PMDB entrará na Justiça contra convenção

Fonte – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A ala do PMDB alinhada com os partidos de oposição vai entrar com medida judicial para impedir a realização da convenção nacional para eleger a nova direção partidária no dia 6 de fevereiro, como decidiu nesta quinta-feira, 27, a Executiva Nacional. A informação é do presidente do PMDB em São Paulo, Orestes Quércia, e do vice-presidente nacional do PMDB e presidente do partido em Santa Catarina, Eduardo Moreira. “Já estamos com a ação pronta e devemos entrar na Justiça ainda nesta semana”, afirmou Moreira.

De acordo com Quércia, membros do partido em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco devem endossar a ação, que está sob análise de advogados do partido. Para Quércia, a realização da convenção em fevereiro “não é oportuna”. Os governadores do Paraná, Roberto Requião, e Santa Catarina, Luiz Henrique Silveira, já haviam sinalizado que liderariam um movimento contra a antecipação da convenção e cogitavam entrar com medida judicial para impedir sua realização.

Moreira disse que a decisão de hoje em Brasília não tem legitimidade porque o resultado da reunião foi combinado na véspera, “durante um jantar para poucos”, e a Executiva não estava com todos os seus integrantes na reunião desta quinta-feira, 27. “Tomaram de assalto o partido. A Executiva não foi convocada para discutir a antecipação da convenção”, declarou. Segundo ele, lideranças da ala oposicionista do PMDB se reunirão neste fim de semana em Porto Alegre, onde todos estarão para comemorar o aniversário de 80 anos do senador Pedro Simon (PMDB-RS).

A decisão de hoje surpreendeu Simon, uma das principais lideranças da ala oposicionista do partido. “É uma pena. O certo seria deixar a convenção para março. Não foi uma decisão feliz, estou decepcionado”, disse o senador. Na avaliação dele, a convenção será esvaziada se ocorrer em fevereiro, uma vez que vereadores e deputados estaduais e federais voltam do recesso parlamentar na próxima semana. “Uma convenção tem de ter mais de mil delegados de todo o Brasil. Acho que é sinal de que querem um jogo de cartas marcadas”, afirmou.

Simon sugeriu que o presidente licenciado do PMDB nacional, deputado federal Michel Temer (SP), deseja minar resistências à sua reeleição ao cargo e à sua indicação para vice numa chapa que seria liderada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. “Sou favorável à ação judicial”, antecipou.

O presidente do PMDB no Paraná, deputado federal Waldir Pugliesi, disse que a antecipação da convenção representa um “desrespeito a um líder histórico”, o governador do Estado, Roberto Requião, que lançou sua pré-candidatura à Presidência da República com o apoio de 15 diretórios estaduais. “Estão querendo avançar de maneira célere para que os que discordam da posição do partido fiquem sem ação. Sabemos das dificuldades, mas já conversei com outros companheiros do partido hoje e vamos entrar com medida judicial para impedir a decisão”, disse. “A direção nacional quer sacramentar sua posição e obter o controle total do partido.”

O presidente do diretório do PMDB em Mato Grosso do Sul, Esacheu Cipriano Nascimento, afirmou que não participará da ação judicial por entender que isso dividirá ainda mais o partido. “Vamos colocar nossa posição na convenção em junho para escolha dos candidatos. Se sairmos perdedores, vamos apoiar quem vencer. Temos de pacificar o partido”, disse.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Requião disse que a antecipação da convenção é um “golpe” e garantiu que fará o que estiver ao seu alcance para impedir que a reunião aconteça em 6 de fevereiro. Em viagem à Itália, o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique Silveira, por meio de sua assessoria, disse ser contra a antecipação e afirmou que, quando retornar, vai se reunir com Requião e Quércia para definir a linha de ação dos oposicionistas.

Quércia diz que PMDB de SP não apoia Dilma “de jeito nenhum” em 2010

Ex-governador e presidente do partido no Estado diz que fica com Serra ou Aécio e não dá palanque à petista

Andréia Sadi, do R7

O PMDB de São Paulo não quer nem ouvir falar em dar palanque para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata do PT à Presidencia no ano que vem. Quem comanda esse movimento é o presidente do partido no Estado, Orestes Quércia, indo na contramão do PMDB nacional – que já selou aliança com a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve indicar o vice na chapa da ministra.

Quércia é apenas um exemplo de resistência que o PMDB enfrenta em alguns Estados, contrários ao acordo com o PT. O próprio Lula já admitiu que, na falta de consenso entre PT e PMDB, Dilma deve subir em mais de um palanque nas regiões.

Em entrevista ao R7, o ex-governador de São Paulo – que agora quer disputar uma vaga no Senado – disse que está fechado com os presidenciáveis tucanos José Serra (governador de São Paulo) ou Aécio Neves (governador de Minas) desde que o PMDB não lance candidatura própria, como foi cogitado em encontro recente no Paraná de Roberto Requião, governador daquele Estado. Mas apoiar a petista está fora de cogitação.

- De jeito nenhum.

Confira os principais trechos da entrevista:

R7: Já está em campanha para o Senado?
Mais ou menos. Vamos ver, né?

R7: O que falta, dentro do PMDB, para definir o nome?
Falta uma definição de Serra como candidato a presidente, o candidato do PSDB para governador que é o Aloysio (Nunes, chefe da Casa Civil de Serra) ou o Alckmin (Geraldo, ex-governador de São Paulo) e aí vamos compor a chapa com eventual candidatura minha e mais um senador do PSDB. Isso vai ser em março.

R7: Quem vai ser o outro?
Não sei ainda.

R7: E o encontro do PMDB no Paraná? Não é contraditório defender Serra e apoiar a novidade Requião para a Presidência?
Na verdade, estive no Paraná e a proposta da reunião era uma proposta do PMDB, não era lançamento de candidatura. Mas eu sempre disse que se o PMDB tiver candidato, eu vou apoiar o PMDB. Eu acho muito difícil que isso venha a acontecer, a despeito da liderança importante de Requião, é difícil. Mas na convenção do partido, eu vou apoiar o Requião se ele for o candidato até lá.

R7: E vai dizer o que para o Serra?
Se ele for o candidato do partido (Requião), eu vou procurar o José Serra e dizer: ‘Olha Serra, eu tenho que sair do seu comando e ajudar o PMDB’. Eu acho que isso não vai acontecer, eu continuo apoiando o José Serra até a hora em que houver uma definição do PMDB. Se houver candidatura, eu apoio o PMDB.

R7: E se tiver Aécio em vez de Serra?
Também, vale a mesma coisa. Com a mesma boa vontade que eu apoio o José Serra eu apoio o Aécio. Já disse isso a ele, apoiaria o Aécio se ele for o candidato do PSDB.

R7: Mas apoiar a Dilma em São Paulo?
De forma nenhuma.

R7: Mas por quê?
Porque eu acredito que é ruim para o país a continuidade do governo do PT. Não é bom para o país, é um governo que deixa muito a desejar, as coisas foram bem porque o Brasil vai indo bem na sua economia, mas aquilo que o PT deveria fazer no governo não fez.

R7: Por exemplo?
As reformas, todas elas, previdenciária, econômica e as obras fundamentais de infraestrutura, o PT não tem competência para fazer. As obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não atingiram nem 10%, obras que já têm verbas definidas, projetos e o governo não sabe realizar obras. Governo que precisa ser substituído por uma figura importante como a de José Serra que vai governando o Estado muito bem.

R7: Então o PMDB de São Paulo está liberado para apoiar quem quiser em 2010, sem pressão?
Bom, pela lei o PMDB de São Paulo tem liberdade para apoiar, se o PMDB não tiver candidato à Presidência da República, podemos de qualquer forma fazer uma aliança com o PSDB que é nosso propósito. Já temos uma aliança com o Kassb, DEM e com o PSDB em São Paulo e queremos continuar com essa proposta.

Quércia diz que posição pró-PSDB de SP é respeitada

São Paulo – O presidente paulista do PMDB, Orestes Quércia, disse ontem ter recebido garantias de que a posição pró-PSDB de São paulo será respeitada, mesmo com o pré-acordo entre o PT e o PMDB nacional visando às eleições presidenciais de 2010. O trato foi selado na última quinta-feira, no escritório de Quércia na capital, com o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer. “Ele [Temer] tem a posição dele lá, em Brasília. Nós temos a nossa aqui, em São Paulo. Ele respeita. Agora vamos conversar na convenção nacional”, afirmou. “Não tem nada de ruim entre eu e ele. Em São Paulo, ele vai participar da nossa chapa do diretório estadual, vai indicar delegados”.

Para consignar o compromisso, Temer deu aval à reeleição de Quércia como presidente do diretório paulista, a ser oficializada em 13 de dezembro. o deputado esteve ontem em São Paulo para acompanhar a conveção municipal do PMDB, que também reelegeu a executiva atual. Quércia chegou ao evento pouco depois da saída de Temer.

O PMDB trava uma batalha interna para definir a quem apoiará no pleito do próximo ano. A ala liderada por Temer e pelos senadores José Sarney e Renan Calheiros quer apoiar a candidatura indicada pelo presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff. Já o grupo de Quércia e do senador Jarbas Vasconcelos defende apoio ao PSDB em especial à possível candidatura do governador paulista, José Serra.

“O pré-acordo é reversível: É só não passar na convenção. E acho que há muita chance de não passar”, afirmou Quércia.

Agência Estado

Quércia diz que aliança PT-PMDB não passa em convenção

Terra.com.br

Aliado do governador José Serra (PSDB-SP), o presidente do PMDB de São Paulo, Orestes Quércia, desafiou o acordo firmado entre seu partido e o PT para as eleições de 2010. Ele disse nesta quarta-feira que o pacto não será chancelado pela convenção do PMDB no ano que vem.

PT e PMDB anunciaram na terça-feira um pré-compromisso de apoio à candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff, em que caberá aos peemedebistas a indicação da vice na chapa. “Não foi o PMDB, foi um grupo dentro do PMDB que tomou a decisão do acordo”, disse Quércia, indicando o presidente da legenda, deputado Michel Temer (SP); o presidente do Senado, José Sarney (AP); e o senador Renan Calheiros (AL).

O ex-governador paulista acusou as lideranças de seu partido de anunciarem o fechamento da união como forma de pressionar os diretórios estaduais. “Fugiram do diálogo. Eles não vão conseguir passar na convenção porque não terão maioria”, afirmou. As convenções dos partidos, que definem as candidaturas e as coligações, serão realizadas em junho do próximo ano para as eleições de outubro.

Quércia manifesta apoio a Serra em visita a Marília

Diário de Marília

Quércia em Marilha011Em visita a Marília na manhã de ontem, o ex-governador do Estado, Orestes Quércia (PMDB), falou sobre a possibilidade de apoio ao PSDB de José Serra na disputa pela sucessão presidencial em 2010. Também abordou a consolidação das bases peemedebistas nos municípios e estados.

Com relação ao impasse sobre o apoio a ser dado nas próximas eleições, o ex-governador disse integrar o coro de suporte ao PSDB, mas reconheceu lamentar a ausência de uma candidatura própria de seu partido.

“Temos apenas 7% do PAC realizado, outras tantas demandas a serem atendidas, e acredito que Serra esteja mais preparado para enfrentar essas questões”.

Nas presenças de representantes do diretório local do PMDB, na sala de sessões da Câmara, Quércia também anunciou apoio a eventual candidatura do vereador Eduardo Gimenes à uma vaga na Assembleia Legislativa.

O encontro contou também com a presença do ex-prefeito de Garça e ex-deputado estadual, Júlio Marcondes de Moura.

”Temos poder para fazer a aliança com o PSDB”

QuérciaJORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO – 27/9
Clarissa Oliveira e Julia Duailibi

Aliado dos tucanos em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) disse não “confiar” na aliança com o PT em 2010 e na disposição do PT de dar a vice-presidência para o seu colega de partido Michel Temer, presidente da Câmara. “Eu nem acredito que o PT dê a vice-presidência para ele.”

Na contramão de Temer, que em entrevista ao Estado defendeu que a aliança PT-PMDB seja definida em outubro, Quércia disse que será a convenção, apenas em junho, que decidirá quem o partido apoiará. “É um grupo no PMDB que pretende apoiar e não quer conversar com ninguém.” As declarações do ex-governador já têm um tom de racha, tradicional no PMDB a cada eleição. “A mesma esperança que eles têm de que o PMDB apoie a candidatura do PT nós temos no sentido de virar. Quem manda no partido é a convenção”, afirmou.

Para Quércia, a “posição de São Paulo” de fechar com o PSDB é “incontestada”. Abaixo, a entrevista concedida na sexta-feira em seu escritório.

Com o foi a reunião com a cúpula do PMDB semana passada?
Estivemos lá eu, Jarbas (Vasconcelos) e Ibsen Pinheiro, representando o Pedro Simon, por causa das declarações do presidente do partido de que teria se definido pela candidatura da Dilma. Sou da Executiva Nacional e ninguém me chamou para falar sobre esse assunto. Mesmo essa questão de eventual candidatura do Michel, ele nunca falou, nunca conversou com ninguém. Nossa expectativa é de que as coisas vão mudar muito. Mas, se conversar, a gente sente que é possível ter uma solução boa.

Solução boa é o quê? Apoiar o candidato do PSDB?
O que colocamos é que o raciocínio está errado. O comando nacional vai definir, mas não chamou o comando nacional? Não é Exército, não é regime militar. O comandante manda, dá a ordem e se cumpre. Política é conversar, é diálogo, é debate. Ficou definido, no final da reunião, que o Michel iria convocar outra reunião para continuar debatendo.

Espera-se que a aliança com o PT seja anunciada em breve.
Quem anuncia isso? É o presidente do PMDB? Não, é o presidente do PT. Então, significa que o PT está mesmo mandando no PMDB. Não é o PMDB. É um grupo no PMDB que pretende apoiar e não quer conversar com ninguém.

O PMDB vai rachar de novo?
Não queremos que o PMDB rache. Até porque temos esperança. A mesma esperança que eles têm de que o PMDB apoie a candidatura do PT nós temos no sentido de virar. Quem manda no partido é a convenção.

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Quércia pede para Temer adiar aliança do PMDB com o PT

Quércia

Acompanhado de Jarbas Vasconcelos e Ibsen Pinheiro, Orestes Quércia pediu para Michel Temer adiar aliança entre PMDB e PT para 2010. “Existem pessoas que querem apoiar candidato do Lula e existe, como é o meu caso, quem entende que o PMDB poderia apoiar a candidatura do Serra”, defendeu o presidente do diretório estadual do PMDB em São Paulo. 

Confira, abaixo, reportagem de Claudia Andrade, do UOL Notícias em Brasília.

 

O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia reuniu-se nesta terça-feira (22) com o presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, para tratar do apoio do partido para as eleições presidenciais do próximo ano.

 Serra continua na frente; Dilma cai, afirma Ibope

No único cenário em que é possível comparar os dados, Serra passou de 38% para 34%. Quem mais subiu foi o pré-candidato do PSB, o deputado federal Ciro Gomes (CE).

Quércia defende apoio ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB) e Temer articula para ser vice na candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), do PT.

Segundo Quércia, o encontro foi para “manifestar a preocupação dos diretórios” em relação à definição do apoio à ministra Dilma em 2010. “Entendemos que é uma coisa muito precipitada, precisaríamos discutir melhor essa posição com os companheiros de partido”.

Nesta segunda-feira (22), Temer pediu agiliade na decisão sobre as alianças. “É preciso fazer definições sobre aliança”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados.

Quércia, presidente do diretório estadual do PMDB em São Paulo, voltou a se manifestar favoravelmente a um apoio ao PSDB de José Serra. “Existem pessoas que querem apoiar candidato do Lula e existe, como é o meu caso, quem entende que o PMDB poderia apoiar a candidatura do Serra”. Serra é o candidato que aparece em primeiro lugar na disputa ao Planalto de acordo com diferentes institutos de pesquisa.

PMDB quer definir aliança com PT mesmo sem garantia de Dilma, afirma Temer 

Quércia destacou que o ideal não é passar a definição nacional para os diretórios, mas sim “ver o que está acontecendo nos Estados para então tomar a decisão nacional”. “Há muitas mudanças ocorrendo hoje nos diretórios estaduais do PMDB. Elas poderão mudar o quadro, que muita gente pensa que é de um lado e entendemos que possa ser do outro lado”.

“Eu pessoalmente não sou favorável a um apoio ao governo (Lula). Provavelmente, hoje não temos mais de 50% (a favor do apoio a Serra), mas até a convenção poderemos ter mais de 50%”, acrescentou.

O ex-governador disse ter “restrições” à candidatura petista. “Acho que vai ser melhor para o país se o PT não eleger o presidente, se o presidente for o Serra, pela experiência política que ele tem, pelo que ele significa, porque ele sabe fazer obras. O governo não sabe fazer obras, está até esquecendo de usar o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento)”.

Contudo, Quércia destacou que o diálogo continuará nas próximas semanas e que nenhuma situação está descartada. “Vamos continuar a conversa. Política é conversa. E quem decide é a convenção, no ano que vem. Até lá, nada impede de começar a conversar sobre o assunto.”